Olhe bem em meus olhos

Olhe bem em meus olhos, veja!
Amo -lhe tanto que me perco
perco-me toda na minha loucura,
com o corpo trêmulo de desejo.

Mas errei, me perdi e nada fiz
Na ânsia de amar, enlouqueci
Minh’alma entrou em conflito,
Nesse imenso e árduo labirinto.

Ouça-me, esqueça todo passado
E, sem medo vamos recomeçar,
dois insanos amantes a se amar.
Não prometo romance perfeito
Mas gritarei alto com coração,
minha louca e intensa paixão…!

Não quero

Não quero ter razão sobre nada,
Só quero a inquietação do vento,
A morosidade do tempo
E uma boa conversa fiada.
Prefiro ter um amor em vista,
Do que viver no vazio
De uma noite de frio
Em plena Avenida Paulista.
No amor me acostumei com os desencontros,
Nada de ser tudo certinho,
Muito errei pelo caminho,
Nem tudo me desceu tão redondo.
Quero numa tarde de outono
Esquecer dos problemas
Escrever meus tolos poemas
Até que eu pegue no sono.
Por fim, quero as folhas e as flores
De um jardim colorido
E a emoção de um sorriso
Contido em muitos amores.

Se eu soubesse

Ah se eu soubesse levar
A vida de uma forma mais leve
E quando perdesse um amor,
Dissesse, vá com Deus e até breve.
Ah se eu pudesse entender
O que na vida tanto me entristece,
Eu diria à Deus, nosso Senhor,
Atenda de agrado minha prece.
Eu tenho muito o que aprender,
A ser ao outro um sapato que sirva,
Que não aperte demais os seus pés,
Que não provoque doloridas feridas.
Todo amor que não transborda,
Não alimenta e também não aquece,
Faz da luz que um dia brilhou
Se apagar enquanto a alma escurece.