Agosto, mês do cachorro louco

Algumas crenças se relacionam pelo fato de a primeira Guerra Mundial  ter início em agosto de 1914. Outro fato é que as bombas atômicas foram lançadas em Hiroshima e Nagasaki em 6 e 9 de agosto de 1945 e também pelo fato que Adolf Hitler se torna o führer (líder ou chefe de estado) no dia 02/08/1934.

Agora, outra interpretação é que durante o mês de agosto a concentração de cadelas no cio aumenta bastante devido às condições climáticas. E quando as cadelas estão no período fértil, os cachorros ficam “loucos” e brigam para conquistar a fêmea. É dessa forma que muitas pessoas são alertadas sobre o perigo que a raiva representa para a saúde da população.

Curiosidades antigas

BIBLIOTECA E LIVROS

A palavra biblioteca tem sua origem no grego com a palavra de mesmo significado, BIBLIOTHEKE que por sua vez deriva de duas outras: BIBLION, que significa “Papel ou rolo com escrita” e THECA, que tem o significado de “depósito”.

A primeira biblioteca do mundo foi erguida em Nínive, a cidade mais importante da Assíria (atual Iraque), pelo rei Assurbanipal II, por volta do século 7 a.C. Nela, foram armazenadas milhares de tabuletas escritas com caracteres cuneiformes, a mais antiga forma de escrita que se conhece.

Em 29 de outubro de 1810, foi inaugurada a Biblioteca Nacional (antes chamada de Real Biblioteca), porém só foi de fato aberta ao público em 1814.

A maior biblioteca do mundo fica em Washington – EUA. Seu acervo tem mais de 155 milhões de itens, entre livros, manuscritos, jornais, revistas, mapas, vídeos e gravações de áudio. Curiosamente não tem cópia de todos os livros publicados no país.

Uma das menores fica na cidade portuguesa de Barcelinhos, próxima aos Caminhos de Santiago. Instalada em uma antiga cabine telefônica em estilo inglês às margens do rio Cávado. As obras disponíveis são periodicamente renovadas, onde se encontra desde poesia a publicações científicas nos mais diferentes idiomas, bem como revistas e jornais do dia.

Cemitério, este é o local da Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura, que fica dentro do Cemitério Colônia em Parelheiros, zona sul de São Paulo. Seu acerto é de 4.500 livros.

 LIVROS 

O primeiro livro que se tem notícia é “Diamond Sutra”, um compilado de textos budistas produzido pelos chineses em 868 d.C. com uma técnica rudimentar que consistia em entalhar letras em bloquinhos de madeira e depois decalcá-las sobre o papel. Entretanto, a Bíblia de Gutenberg é considerada o primeiro livro impresso da história, um cópia em latim de um exemplar de 380 d.C.

O Bloomsday é um feriado comemorado em 16/06 na Irlanda, em homenagem ao livro Ulysses, de James Joyce. É o único feriado em todo o mundo dedicado a um livro, excetuando-se a Bíblia.

Publicado pela editora japonesa Toppan Printing o menor livro do mundo, de apenas 0,75 milímetros, contendo 22 páginas. A obra é “O Camaleão”, do dramaturgo russo Anton Pavlovitch Tchecov.

Nos dias de hoje, o maior é uma edição especial do livro O Pequeno Príncipe com 2 metros de altura por 1,54 metro de largura, totalizando 250 quilos e consomem 450 m2 de papel. O recorde, registrado no Guinness, foi estabelecido na Bienal do Livro do Rio de Janeiro de 2007.

Já o Codex Gigas, também conhecido como a “Bíblia do Diabo“, realmente é o maior livro do mundo, feito no início do século 13 em um monastério na Bohemia. A criação destes livros era um dos trabalhos mais especializados dos monges. Porque e por quem a Bíblia do diabo foi feita, é um mistério até hoje. Conta a lenda que o livro foi escrito por um monge que recebeu a ordem de fazer o livro em uma única noite como forma de escapar da punição por quebrar o código monástico. O monge conseguiu fazê-lo e seu superior mesmo assim o puniu. O monge ficou irado e resolveu pedir ajuda a ninguém menos que Satã.

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O QUE É TROVA

A trova é um poema monotrófico, isto é, que contém apenas uma estrofe, com quatro versos heptassílabos (redondilha maior). O significado completo da mensagem que o trovador deseja transmitir deve estar contido nos quatro versos. Trata-se do menor poema da língua portuguesa e deve obedecer a características rígidas. Composta de quatro versos de sete sílabas cada um, rimando pelo menos o segundo com o quarto verso. É criação literária popular, que fala mais diretamente ao coração do povo. É através da Trova que o povo toma contato com a poesia e sente a sua força. Por isso mesmo, a Trova e o Trovador são imortais.

A rima é obrigatória na trova, mas não é obrigatório haver um título. Esta composição poética possui a sua conceituação própria e diferencia-se da quadra e da poesia de cordel, da Trova Gauchesca, do Repente e do poema musicado da Idade Média.

São três os gêneros básicos da trova: líricas que abordam sentimentos, satíricas que são engraçadas e filosóficas que contem ensinamentos. O dia do trovador é comemorado em 18 de julho

Alguns exemplos de trovas.

Amor de mãe é semente
que germina em qualquer chão,
é feito só de ternura,
é feito só de perdão.
Anfrísio Lima
A mulher é imponderável,
instável, imprevisível,
indócil, imperscrutável…
Não se esqueça: imprescindível.
Magdalena Léa
O ciúme, sem exagero,
tempera o amor com seu sal…
Mas também, sendo tempero,
em demasia faz mal !
Archimimo Lapagesse 

São João

Na segunda quinzena do mês de junho, quando ocorria o solstício de verão na Europa, existia o culto a deuses da natureza, plantações, colheitas etc. Um desses deuses era Adônis, que, segundo o mito grego, foi disputado por Afrodite (deusa do amor) e Perséfone (deusa dos infernos). A disputa foi apaziguada por Zeus, que determinou que Adônis passaria metade do ano com Afrodite, no mundo superior, à luz do Sol, e a outra metade com Perséfone, no mundo inferior, nas trevas.

Essa disputa entre deusas acabou sendo associada aos ciclos naturais da vegetação, que morre no inverno e renasce e vigora na primavera e verão. O culto a Adônis, cujo dia específico era 24 de junho, tinha por objetivo a celebração dessa renovação, da “boa-nova” do renascer da natureza. Essa ideia foi assimilada pelo cristianismo, que substituiu Adônis por São João Batista.

São João Batista, na tradição cristã, anunciou a “boa-nova” (boa notícia) da vinda do Cristo, filho de Deus, salvador da humanidade, que “renovaria todas as coisas”. Foi ele também que batizou Cristo no rio Jordão. Da história de São João, a cultura popular europeia retirou vários símbolos, que passaram a se mesclar com os tradicionais ritos de colheita remanescentes do culto a Adônis. Um dos símbolos mais importantes é a fogueira.

A fogueira um símbolo tradicional do Dia de São João, tem seu fundamento na história do nascimento de João Batista. A fogueira era um sinal de Santa Isabel, mãe de São João, para Maria, mãe de Jesus conforme sinopse da história, adaptada pela pesquisadora Lúcia Rangel:

“Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se. Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que dentro de algum tempo nasceria seu filho, que se chamaria João Batista.

Nossa Senhora então perguntou:

— Como poderei saber do nascimento dessa criança?

— Vou acender uma fogueira bem grande; assim você poderá vê-la de longe e saberá que João nasceu. Mandarei também erguer um mastro com uma boneca sobre ele.

Santa Isabel cumpriu a promessa. Certo dia Nossa Senhora viu ao longe uma fumaceira e depois umas chamas bem vermelhas. Foi à casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica.”

No caso específico do Brasil, a prática do acendimento da fogueira na noite de 23 para 24 de junho foi trazida pelos jesuítas. Tal prática foi com o tempo associada a outras tradições populares, como o forrobodó africano (espécie de dança de arrasta-pé), que daria no forró nordestino, e a quadrilha caipira, que herdou elementos de bailes populares da Europa – palavras como “anarriê”, “alavantú” e “balancê”, por exemplo, são adaptações de termos de bailes populares da França.