Curiosidades – Dezembro

O nome “dezembro” vem do latim “decem”, que significa “dez”. Isso porque, no antigo calendário romano, o ano começava em março e dezembro era o décimo mês.
O calendário romano original tinha 10 meses e o último era dezembro. Com a adição de janeiro e fevereiro no início do ano, a numeração perdeu sua correspondência original com a posição dos meses.
Dezembro é o último mês do calendário gregoriano e possui 31 dias.
Curiosidades astronômicas e climáticas
Solstício de inverno/verão: Por volta do dia 21 de dezembro, o solstício ocorre no Hemisfério Norte (inverno, dia mais curto do ano) e no Hemisfério Sul (verão).
Noites polares: No Polo Norte, o solstício de inverno pode significar 24 horas de escuridão.

A flor do mês é a poinsétia (também chamada de estrela-do-natal), e a pedra é a turquesa, que simboliza proteção e boa sorte

Homenagem – Jorge Amado

Jorge Amado de Faria nasceu na Fazenda Auricídia, em Ferradas, município de Itabuna, Bahia, no dia 10 de agosto de 1912. Seus pais, João Amado de Faria e Eulália Leal Amado eram fazendeiros de cacau. Quando tinha menos de um ano, Jorge viu seu pai ser gravemente ferido por um jagunço, devido à disputa de terras na região.

Em janeiro de 1914, por causa de uma grande enchente do rio Cachoeira, que acabou toda a plantação da fazenda, e por uma epidemia de varíola, a família mudou-se para Ilhéus onde Jorge passou parte de sua infância.

Jorge Amado iniciou seus estudos, com seis anos de idade, em uma escola local. Com 11 anos, foi levado por seu pai para o Colégio Antônio Vieira, em Salvador, onde estudou com padres jesuítas e aprendeu o gosto pela leitura com o padre Cabral, que disse que Jorge seria escritor pelas boas redações que fazia.

Aos 12 anos, fugiu do internato e foi para Itaporanga, em Sergipe, onde morava seu avô. Depois de seis meses, seu pai mandou buscá-lo, mas sem desejar voltar para a escola, Jorge resolveu trabalhar na plantação de cacau.

Depois de seis meses no meio do povo, tomou conhecimento da luta entre fazendeiros e exportadores de cacau, fato que iria marcar fortemente sua obra de romancista.

De volta a Salvador, ficou interno no Ginásio Ipiranga, onde permaneceu até os 14 anos. Nessa época, publicou “Poema ou Prosa”, uma sátira aos poemas da época, na revista “A Luva”.

Ainda com 14 anos, já fora do internato, continuou seus estudos e começou a trabalhar no “Diário da Bahia”, depois trabalhou no jornal “O Imparcial”. Morando em um sobrado no Pelourinho vivia misturado com o povo da Bahia.

Em 1927, Jorge ligou-se à “Academia dos Rebeldes”, um grupo de jovens chefiado pelo poeta panfletário Pinheiro Viegas que tinha como objetivo a renovação literária, que propunha uma literatura voltada para as raízes nacionais.

Frequentador do candomblé, desde muito cedo, Jorge Amado tornou-se amigo de alguns pais de santo, que eram perseguidos pela polícia. Em seus livros “Jubiabá” e “Tenda dos Milagres”, esses fatos foram relatados.

Em 1930, Jorge Amado mudou-se para o Rio de Janeiro, e no ano seguinte ingressou na Faculdade de Direito, mas pouco frequentou o curso e nunca foi buscar o diploma. Nessa época, já frequentava a “Juventude Comunista”.

O romance O País do Carnaval, publicado em 1932, foi o primeiro de uma fase marcada pela técnica do realismo socialista. A obra narra a tentativa frustrada de um intelectual brasileiro, de formação europeia, de participar da vida política e cultural brasileira. Tendo fracassado resolveu regressar à Europa.

Em 1933, lançou seu segundo livro Cacau, que teve vários exemplares apreendidos, mas logo liberados com a ajuda de Osvaldo Aranha. Em 1936, Jorge foi preso por pertencer à “Aliança Libertadora Nacional”, junto com outros intelectuais, entre eles Graciliano Ramos.

Depois de dois meses, Jorge foi solto sem nunca ter sido interrogado. Em 1937 publicou Capitães de Areia, no qual retrata a vida de menores delinquentes da Bahia. A obra foi apreendida pela censura do Estado Novo e Jorge foi novamente preso.

Solto em 1938, ele foi para São Paulo. Em seguida voltou para a Bahia e depois para Sergipe onde ficou quase todo o ano. De volta ao Rio, foi redator chefe no órgão literário “Dom Casmurro”.

Trabalhou também em “Diretrizes”, com Samuel Wainer, Rubem Braga, Carlos Prestes e outros intelectuais de esquerda. Os anos seguintes foram marcados pela violência do Estado Novo.

Em 1941, para não ser preso novamente, Jorge refugiou-se na Argentina, onde começou a redigir O “Cavaleiro da Esperança”, que relata a vida de Carlos Prestes.

Jorge Amado iniciou sua carreira de escritor com obras de cunho regionalista, e de denúncia social, que caracterizou o Segunda Geração Modernista (1930-1945) e que retratam a vida urbana de Salvador.

Sua obra passou por diferentes fases, inicialmente apresentou forte preocupação político-social, que denunciava, em um tom seco, lírico e participante, a miséria e a opressão do trabalhador rural e das classes populares, como é o caso de País do Carnaval.

Após viver na Argentina, Jorge voltou ao Brasil, em 1945, e ligado ao Partido Comunista, foi eleito deputado federal por São Paulo. Em 1948 teve seu mandato cassado e foi residir em Paris.

Em 1950 mudou-se para a Tchecoslováquia onde escreveu O Mundo da Paz. Em 1951 recebeu, em Moscou, pelo conjunto de sua obra, o Prêmio Internacional Stalin.

Jorge e Zélia fizeram grande amizade com Jean-Paul Sartre. A amizade e o engajamento político do escritor e do filósofo, tiveram que esperar pela denúncia de crimes de Stalin, realizada em 1956 no XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, para finalmente abandonar o dogmatismo político.

Quando se afastou da militância rígida, retirou de circulação “O Mundo da Paz”, seu livro de propaganda dos países comunistas. O escritor abandonou o militante e nunca mais comprometeu sua independência artística.

O afastamento do partido se traduziu em uma explosão ficcional: em onze anos escreveu sete títulos, entre ela quatro obras-primas de sua literatura: Gabriela Cravo e Canela (1958), A Morte e a Morte de Quincas Berro d’Água (1959), Dona Flor e Seus Dois Maridos (1966) e Tenda Dos Milagres (1969), em uma fase caracterizada pelo tratamento satírico e humorístico dos textos.

Em 1961, Jorge Amado candidatou-se à Academia Brasileira de Letras. Foi eleito por unanimidade e ocupou a cadeira n.º 23. Nesse mesmo ano, publicou Os Velhos Marinheiros.

Deixou o Rio de Janeiro em 1963 e voltou a residir na Bahia. Em 1972 publicou Tereza Batista Cansada de Guerra. Em 1976, a obra recebeu o Prêmio Lila. Em 1977 publicou Tieta do Agreste.

Jorge Amado também fez parte da Academia de Ciências e Letras da República Democrática da Alemanha, da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Paulista de Letras e foi membro especial da Academia de Letras da Bahia

Jorge Amado foi casado com a escritora Zélia Gattai (1916-2008), que aos 63 anos começou a escrever suas memórias no livro Anarquistas, Graças a Deus. Em seguida, publicou Um Chapéu Para Viagem, Senhora Dona do Baile, Jardim de Inverno, entre outros.

Jorge e Zélia tiveram dois filhos, João Jorge e Paloma. O casal vivia cercado de amigos, entre eles, Federico Fellini, Alberto Moravia, Yves Montand, Jorge Semprún, Pablo Picasso, Oscar Niemeyer, Vinícius de Moraes, Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir.

Entre suas obras adaptadas para a televisão, cinema e teatro estão: Dona Flor e Seus Dois Maridos, Gabriela Cravo e Canela, Tenda dos Milagres e Tieta do Agreste.

Jorge Amado faleceu no dia 6 de agosto de 2001. Seu velório foi realizado no Palácio da Aclamação em Salvador. Foi cremado e suas cinzas foram colocadas ao pé de uma mangueira, em sua casa na Bahia.

 

Fonte: ebiografia.com

Dezembro – fatos históricos e datas comemorativas (1)

Dia 1 – Morte do ator e dublador paulista Mário Ribeiro Vilela, dublador oficial de Édgar Vivar no Brasil, que, entre diversos personagens, interpretava o Seu Barriga do seriado Chaves, personagem pelo qual Vilela se tornou mais conhecido. Dentre outros papéis pelos quais era conhecido estão Nhonho, da mesma série, Ota em Spectreman, Buba e Gyodai em Changeman, Spica em Os Cavaleiros do Zodíaco, vovô Blass em Fly – O Pequeno Guerreiro.

Construção Eurotúnel (30 anos) – encontro dos dois túneis 40 metros abaixo do solo do Canal da Mancha num crossover (passagens que permitem trens passar de um túnel a outro), tornou possível caminhar em terra seca da Inglaterra a outras áreas da Europa pela primeira vez desde o fim da última glaciação, mais de 13 mil anos atrás.

Rosa Louise McCauley, mais conhecida por Rosa Parks, tornou-se conhecida por ter-se recusado frontalmente a ceder o seu lugar no ônibus a um branco, tornando-se o estopim do movimento que foi denominado boicote aos ônibus de Montgomery e posteriormente viria a marcar o início da luta antissegregacionista.

Dia Mundial de Combate à AIDS – comemoração internacional, que conta com o apoio da OMS; está mencionada na Resolução A/RES/43/15 de 27 de outubro de 1988 da 38ª sessão da Assembleia Geral da ONU , em prol da Prevenção e controle da AIDS, sendo celebrada com iluminação vermelha em monumentos de vários países.

Dia 2 – Nascimento do imperador fluminense Pedro II, o segundo e último monarca do Império do Brasil.

Morte do saxofonista, trompetista e compositor pernambucano Levino Ferreira.

Dia Internacional da Abolição da Escravidão – comemoração instituída pela ONU na Resolução nº 50/167 de 22 de dezembro de 1995, para marcar a data da aprovação da Resolução Nº 317 da 4ª Sessão da Assembleia Geral da ONU em 2 de dezembro de 1949, que adotou a Convenção para a Repressão do Tráfico de Pessoas e a Exploração da Prostituição de Outrem.

Dia Nacional do Samba.

Dia Nacional da Astronomia.

Primeira transmissão da TV Brasil.

Dia 3 – Tenista brasileiro Gustavo Kuerten termina o ano como melhor colocado nos rankings de tênis profissional da ATP, ao vencer o norte-americano André Agassi, na final do Masters de Lisboa.

Dia Internacional das Pessoas com Deficiência – comemoração instituída pela 37ª Sessão Plenária Especial sobre Deficiência da Assembleia Geral da ONU, através da Resolução 47/3 de 14 de outubro de 1992, para marcar a data da adoção do Programa de Ação Mundial para as Pessoas com Deficiência que foi criado em 3 de dezembro de 1982 em outra Assembleia da ONU.

Dia Nacional de Combate à Pirataria e à Biopirataria.

Dia 4 – Morte do cantor, compositor, radialista e cineasta Vítor Mateus Teixeira, o Teixeirinha, Rei do Disco, artista que mais vendeu no Brasil, tendo vendido mais de 190 milhões de discos. Considerado pelos gaúchos um ícone da música tradicionalista de seu estado e também considerado o rei da música regionalista e do compositor fluminense Paulo Barbosa.

Decreto de Dom João cria, no Rio de Janeiro, a Academia Real Militar, atualmente chamada de Academia Militar das Agulhas Negras.

Dia5 – Morte da atriz e cantora fluminense Marília Pêra.

Desaparecimento Vôo 19 – esquadrilha de cinco aviões Grumman TBF Avenger – no Triângulo das Bermudas, em um dos mistérios da aviação mais famosos da história.

Dia Internacional dos Voluntários para o Desenvolvimento Econômico e Social – comemoração instituída pela ONU na Resolução nº A/RES/40/212 de 17 de dezembro de 1985.

Dia Mundial do Solo – comemoração instituída em agosto de 2002 no 17º Congresso Mundial da União Internacional de Ciências do Solo para marcar a data do nascimento do rei tailandês, Sua Majestade Bhumibol Adulyadej, que veio ao mundo em 5 de dezembro de 1927, e que é tido como responsável por muitas atividades em prol do avanço da ciência do solo e pela proteção do solo.

Dia Nacional da Pastoral da Criança – comemoração instituída pela lei nº 11.583 de 28 de novembro de 2007; tem por fim, marcar a data da fundação da Pastoral da Criança no Brasil, que se deu em 5 de dezembro de 1983, a partir de um programa experimental, lançado na localidade brasileira de Florestópolis-PR, pela iniciativa da médica pediatra e sanitarista brasileira, Zilda Arns Neumann, com o apoio do então Arcebispo da cidade brasileira de Londrina-PR, Dom Geraldo Majella Agnelo.

Dia 6 – Nascimento escritor, diretor, dramaturgo e ator fluminense Sérgio Fonta.

Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo fim da Violência contra as Mulheres – comemorado no Canadá e ratificado no Brasil pela Lei nº 11.489 de 20 de junho de 2007.

Dia Nacional do Extensionista Rural.

 

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br